terça-feira, 10 de maio de 2011

Menina, passe aqui.

Ela pára por um momento. Olha para mim de soslaio. Demora um bocado ainda... Senta ao meu lado, um olho ainda na balbúrdia.
- Frota... Que foi? - doce parvoíce.
- Foi que te gosto. - azeda honestidade.
- Oh! Não sejas parvo! - já se foi.
Levanta-se de um gesto. Sorri com ironia e brincadeira. Sorrio de volta, menos máscaras. Assusta-se num segundo. Rapidamente se recompõe. Lança um beijo de criança e segue.

Já não consigo imaginar. Não, é outra coisa. Não lhe vejo grande prazer já. Julgava que chegaria aqui mais tarde. E que gosto de imaginar. Só já não lhe tiro o mesmo prazer de antes.
Honestamente? Estou velho e cansado. Velho e cansado, digo eu! Aos dezoito! Melhor ainda, depois de dois cafés.

A caneta já não fala comigo. Está seca, mais pesada. Não sei porquê. É a mesma. Quanto muito ceder-lhe-ia tornar mais leve, da falta de tinta. Pesada, só se for dos fardos que lhe carrego. Hmm... talvez... não foram poucos, admito...

Mania das reticências! Farto delas! Farto de ficar suspenso na ideia, à espera de um final que tarda!

Isto é mais difícil do que pensei.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Limonada

Tenho um nada pensar que me sabe a sal.
Do que não conhece a cor da cal.
Que já nem me importo de amar
No nada pensar que te fodo no ar
Livre de qualquer merda gravitacional.
E o misticismo, de putanismo,
Não vem à minha porta cobrar.
Tudo porque vi ontem passar um energúmeno monismo.

Trazia botões no bolso das calças
Nenhum deles amarelo.
Apareceu-me da esquerda dos sinais
Ou da direita - ou do fundo do cu donde vêm os ais
E saiem da boca nas palavras que atropelo -
E olhou-me ganindo algures sentindo
Que o sítio dos ais lhe vinha fugindo
E com os poios do chão reunindo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ratos de Biblioteca (2)

É uma nova confortante. É qualquer beleza de outra natureza. Dir-se-á do moreno que é mais sereno. Assim parece, de relance. O andar já não ostenta todo o excesso e volúpia. Pelo contrário, é natural, terreno. Sim que não aviva o sexo, mas dá de um certo carinho. Não revolta o olhar, mais que enche de ternura. É simples e bom. Antes, é amoroso apenas o suficiente.

O cabelo castanho passa-lhe pouco mais que os ombros. Liso e de corte certo, cativa sem inebriar. O corpo magro e elegante, pernas finas, calçado corriqueiro. Uma camisola azul, sem decote, lhe cobre tronco e braços. As gangas justas e agradáveis. Não vejo carne senão a das mãos e pescoço. E alas! Que vejo a cara sem forçar os olhos. Sabe bem apreciar sem a preocupação de controlar a mente e dominar a vista. Não se veste de setas nem se prende no sensual. O que nela sobressai, naturalmente o faz. E estranhamente, nem é o peito que me vejo fitando, mais que os dedos: longos e finos. Quase os penso doces percorrendo o meu corpo tal aranha amável.
Notou-me. Sorriu. Vi-lhe os olhos, do mesmo castanho que lhe tomba dos ombros. Falou à amiga. A voz é quente, a boca pequena e ténue. Não notei pinturas. A pele, pálida, sussura suavidade. E toda a doçura que nela encontro me lembra inocência.

Teve frio, vestiu fino couro. Cai-lhe bem a delicadeza.

Levanta-se enfim. Guarda os livros, um a um, o estojo e a carteira. Os cadernos debaixo do braço. Volta-se e sorri de novo.
Adeus. Gostei de te conhecer.


Ratos de Bilbioteca (1)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Vai-te foder.






Sim. Tu.

Vai pró caralho.











Cala-te! Foda-se!

Queres um chuto no cu?! Desampara-me o blog!
















Põe-te no caralho! Já!











Para além de cabrão és teimoso?

Merdas do caralho. A tua fronha mete-me nojo!































VAI PRÁ PUTA QUE TE PARIU!


















sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Virgin of Tears

I take her along on a dirty lane.
Standing by her, I wonder I'm sane.
Hold my peace amidst her mane
And still I doubt we're one and the same.

Strange a world that bore thee, Effy.
New the life, living the death you see, Effy.
My darling we'll get there we, dear Effy.
Worry not now, it's but a year or three, sweet Effy.
May you change them as you've me.

Secret and free, ...Effy.

Stay, the way you've deemed be...
...no other suits thee.

this place is (cold) (cruel) nice